Natividade de Nossa Senhora

 

Era indescritível a alegria que reinava na casa de Joaquim e Ana. Depois de tanta espera e tanta prece, nasceu uma menina. A cidade inteira participou também da felicidade intensa daquela santa mulher, já entrada em anos, de quem foi tirada a desonra da esterilidade.

Os pais acharam por bem dar-lhe o nome de Miriam, o que significa Maria.

Maria trouxe  alegria e felicidade para o lar tranqüilo dos pais. Na cidadezinha pacata de Nazaré também se estendeu um manto de paz e doce expectativa. Era como a aurora de um grande dia que vai nascer. O relógio do mundo começa a anunciar tempos novos. Já brilha a estrela da manhã. Logo vai nascer o Sol.

Uma lufada de vento penetra pelas janelas invadindo o Templo de Jerusalém, e derruba o pergaminho que se desenrola. Um levita apanha-o do chão e lê a parte que ficou à vista: “Nascerá um broto do tronco de Jessé. Uma flor brotará da sua raiz. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, espírito de Sabedoria e Entendimento, espírito de Conselho e Fortaleza, espírito de Ciência e Piedade, e será cheio do espírito de Temor do Senhor” (Is 11,1-3a) ...

O levita balança a cabeça um tanto perplexo, recoloca o pergaminho na estante e chega-se à janela. Os tempos estão maduros. As flores já brotaram. O fruto bendito não deve tardar ...

O verdadeiro significado e o fim deste acontecimento é a encarnação do Verbo. De fato Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos Séculos. É este afinal o motivo pelo qual somente de Maria (além de João Batista e naturalmente Jesus Cristo) não é festejado só o nascimento para o céu, o que acontece com os outros santos, mas também a vinda a este mundo.

Nos Sermões de São Pedro Damião, sobre a Natividade de Nossa Senhora, ele diz: “Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra.

Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo Encarnado? ... É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heróicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da Criatura?”

 

Fonte inspiradora: Texto Bíblico do Profeta Isaías e o Livro Um Santo para cada dia.

 Pe. Reinaldo

 

 

 

 

 

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