Jornal Paroquial

 

Edição de Junho de 2010

 

Editorial

 

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu Corpo ... Isto é o meu Sangue ... fazei isto em memória de mim." A Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa. Corpus Christi se celebra sempre numa Quinta-Feira após o domingo depois de Pentecostes.

Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. A Festa de Corpus Christi ou mais exatamente, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, recorda que o Mistério Pascal está todo presente na Celebração Eucarística. Esta Festa entrou na Liturgia de toda a Igreja em 1264 e o Concílio Vaticano II deu-lhe novo significado, ligando-a à Páscoa do Senhor, o Mistério Eucarístico por excelência. A Eucaristia é a memória da Páscoa. A ceia da Nova e Eterna Aliança.

O fato de que o relato da Última Ceia esteja registrado nos Livros Sagrados do Novo Testamento, faz com que também os evangélicos tenham grande admiração, mas infelizmente, com interpretação diferente.
Para os Luteranos e Metodistas, a Eucaristia é Sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho, apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação, como nós acreditamos. Outras Igrejas Cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a PRESENÇA REAL.

A Eucaristia é o centro da vida e da missão de Jesus entre nós. Ele veio fazer de nós uma comunidade de pessoas solidárias, que se amem, se ajudem e vivam em comunhão na partilha, capazes de vencer as divisões e exclusões.
A Festa da Eucaristia representa o amor e o perdão. E a entrega de Cristo é o sinal do imenso amor de Deus pela humanidade. Precisamos pensar qual a resposta podemos dar a esse amor.

A Festa do Corpo de Deus é um convite a sermos pessoas e comunidades pascais e eucarísticas, capazes de dar a vida, de partilhar, de criar comunhão, de ser agradecidas, de ser esperança e testemunhas do Ressuscitado no dia-a-dia.
É o amor que faz ver e conhecer profundamente esse mistério. E a fé deve ser iluminada pelo amor.

 

Matérias

 

> O Padre Responde - Cristo mudou realmente a água em vinho? / O que é matraca e quando se usa?

> A ordem é o sacramento do amor e doação

> EJC visita a Vila Vicentina

> A meta de todo Cristão

> Visita da imagem de Nossa Senhora do Carmo nos Bairros

> Pastoral Familiar - XIX: Casais que Vivem Juntos (amasiados) não Podem Comungar e Estão em Pecado

> Festa do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria

> Encerra-se o Ano Sacerdotal, mas continua os apelos a fidelidade e a missão

 

Rindo a Toa


Dois guardas foram escalados para servir como vigias noturnos do palácio do Governo. A noite estava com céu aberto. Quando se aproximaram, um disse para o outro apontando as estrelas:

- Veja lá a constelação URSO MAIOR.

- Você quer dizer URSA MAIOR? Cadê a ursa? Caramba, que vista boa você tem !!!

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No andamento de um processo contra um cidadão que tinha duas mulheres, um advogado pergunta ao colega:

- Qual é a pena máxima pelo crime de bigamia?

- Duas sogras !!!

 

Aconteceu

 

Nosso Bispo Diocesano, Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, se encontrou do dia 05 a 26 de junho em visita "ad limina apostolorum" em Roma.

O que é a visita "ad limina apostolorum"?

A Visita ad limina, ou mais exatamente a Visita ad limina apostolorum (em português: "visita aos túmulos dos Apóstolos") é uma obrigação dos bispos diocesanos e outros prelados da Igreja Católica, de a cada 5 anos se encontrarem com o Papa, visitando os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, em Roma.
Nesse encontro os bispos apresentam um relatório sobre o estado pastoral das suas dioceses ou prelaturas e ouvem a apreciação e os conselhos do Papa sobre elas.

Para facilitar a visita, os bispos são organizados de acordo com as comissões nacionais e regionais. Presentemente as normas que regulam os relatórios e as visitas estão fixadas nos cânones 399 e 400 do Código de Direito Canónico de 1983 e no cânone 208 do Código de Direito Canónico das Igrejas de Rito Oriental de 1990.

Nos três primeiros séculos do cristianismo os bispos escreviam para o papa, ou visitavam pessoalmente o Sumo Pontífice quando as circunstâncias exigiam, porém não há vestígios de qualquer obrigação de visitar Roma.Os primeiros registros desta visita encontram-se na prática de reunir duas vezes por ano concílios provinciais dos bispos da Itália, que pertenciam a província do papa.

No século V o Papa Leão I insiste que três bispos sejam enviados da Sicília anualmente para Roma para assistir a um Concílio.

No século seguinte, Gregório I declarou que os bispos sicilianos que visitavam Roma uma vez a cada três anos, estendendo o prazo para cinco anos.

Um concílio presidido pelo Papa Zacarias (743) decretou que os bispos no Ocidente deviam ser consagrados pelo papa, aqueles que residissem perto de Roma, devem fazer anualmente a visita ad limina, e aqueles que estão longe tem a obrigação de faze-lo por carta.

Registros do século IV, indicam que o papa concedia a muitos arcebispos metropolitanos e outros bispos O PÁLIO, aprovando seu episcopado, prática que se tornou universal no século XI.

A visita tornou-se obrigatória devido ao Papa Pascoal II no século XI. A partir do século XIII uma forma de juramento é feita pelos bispos antes de sua consagração.

Em 1585 o Papa Sisto V através da constituição Romanus Pontifex estabeleceu de forma mais clara as visitas ad limina. Estas regras foram revistas a 31 de Dezembro de 1909 pelo Papa S. Pio X através de um decreto sobre a Congregação Consistorial, fixando que cada bispo deve enviar ao papa um relatório sobre o estado da sua dioceses de 5 em 5 anos, começando em 1911.

 

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