PJ - Despertar para Crer-Ser

 

 

Em 2007, a Pastoral da Juventude na Diocese de Oliveira, iniciou uma série de reflexões para encaminhar seus projetos de evangelização. A partir desse marco, percebeu-se a necessidade de priorizar alguns elementos. Esses podem ser definidos em três verbos que expressam bem o caminho a ser percorrido: despertar, acompanhar e articular. Nesse artigo, será destacada a primeira prioridade, isto é, despertar para o seguimento e nuclear grupos. Para isso, criar, fortalecer e incentivar encontros que retro-alimentem o trabalho, que incentivem o engajamento, ofereçam uma espiritualidade consistente e composição de um projeto de vida Cristão.

Mas como realizar tal trabalho concretamente? Em um primeiro momento, são oferecidos espaços vitais para que o jovem possa viver sua fé. São encontros de fim de semana, retiros, shows, concentrações de massa, caminhadas, gincanas, ect. Esses momentos devem atender às necessidades iniciais dos jovens. Às vezes, algumas atividades programadas podem terminar em fracasso. É sinal que não atingiu a subjetividade da juventude local. É preciso estar atento para saber o que está na onda. Se a juventude vai e vem, o trabalho e o espaço eclesial devem estar sempre abertos para ela. Como fazer isso? Através de estruturas de acompanhamento bem formadas. Isso exige a presença de assessores adultos e equipes que pensem a realidade pastoral de cada paróquia.

Em nossa realidade, tem funcionado o encontro de final de semana. Ele tem o charme de reunir jovens de diversas “tribos”, promover a integração e motivação para uma vida cristã. Além de ser momento de catequese e formação, funciona como um rito de passagem. A oportunidade de participar de um encontro dá ao jovem a alavanca para ser diferente. Temos vários exemplos de encontros: EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo), EJC (Encontro de Jovens com Cristo), MCC jovem (Movimento de Cursilho de Cristandade), e outros.

Uma outra experiência, realizada em parceria com a PJ é o encontro “Experimentai Deus”. Idealizado por um grupo de jovens missionário, Juntos pela Paz de Campo Belo, tem o objetivo de formar grupos em paróquias com dificuldades para tal. Esse trabalho já foi realizado com sucesso em alguns lugares. Esse ano acontece a ampliação da experiência em outras paróquias. Além disso, é importante a nucleação constante de novos grupos. Não se pode organizar um grupo e pensar que ele durará para sempre. Uma continuidade atraente e com profundidade sustenta a empolgação.

Como se percebe, a idéia é trabalhar em diversas frentes, sem concentrar-se num único estilo de atividade. Atender a essa diversidade exige tempo, empenho, paciência, capacitação e, principalmente, confiança no jovem. Pois, depois despertar e fazer caminho se torna um evangelizador privilegiado de outros jovens. 

A motivação teológica para tal empenho se encontra no Evangelho. “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi” (Jo 16,16). Do encontro pessoal com Jesus Cristo nasce o discípulo, e do discipulado nasce o missionário. O encontro pessoal é a primeira etapa. Em seguida, nasce um itinerário, em cujas etapas vai amadurecendo pouco a pouco o compromisso com a pessoa e o projeto de Jesus Cristo, à luz do mistério pascal. Cada etapa abre os horizontes do jovem para definir seu projeto de vida. (doc CNBB 85, § 94). 

 

Padre Sebastião Correa Neto

 

 

 

 

 

 

 

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